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Cuando existe la esperanza, todos los problemas son relativos

La ciencia moderna aún no ha producido un medicamento tranquilizador tan eficaz como unas palabras bondadosas"

Sigmund Freud, creador del psicoanálisis

Comunicación / Noticias

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A Inauguração do Telefone da Esperança-Portugal

A data já era esperada em calorosa expectativa. A notícia correu veloz: vai ser a 07 de dezembro 2008. Portugal parecia resistir, mas, finalmente, caiu rendido à Força do Espírito desta nova mais-valia social. Que, mais do que aliviar uma crise pontual, visa promover o bem-estar e a saúde emocional dos indivíduos e das comunidades de que todos somos pertença.

Foto: Maria Elisa Monteiro.

Com um Programa adrede preparado, na 6º feira, dia 05, deu-se início à solene Festa de Abertura do TE - Portugal com uma brilhante palestra de Jesus Madrid, no vasto auditório do SBN ? Sindicato dos Bancários do Norte. O PRO+jecto TE mexeu sensibilidades mais apuradas e aconteceu o inesperado: A revista NORTADA, de que o SBN é proprietário, fez uma breve mas bonita apresentação quer da Organização e sua entrada em Portugal quer do evento que ali decorria. Com a devida vénia, transcrevemos:

(...) Porque sindicalismo é também, ou sobretudo, solidariedade, o SBN alia-se à realização, no dia 05 de Dezembro, às 21h, da palestra subordinada ao tema ?O voluntariado - uma mais valia social?, que terá lugar no auditório, na Rua de S. Brás, 444, tendo como principal orador o psicólogo, filósofo e terapeuta familiar Jesus Madrid Soriano, presidente da Associação Internacional do Telefone da Esperança.

Salvaguardadas as respectivas identidades e diferença de meios e objectivos peculiares a cada instituição, sonham-se agora novas alianças para mútuo enriquecimento. De notar que um dos problemas com que se debate este Sindicato (e muitos outros como este) é número elevado de pessoas reformadas que não foram treinadas para se manter socialmente úteis ? premissa indispensável a um bom equilíbrio emocional.

O sábado foi essencialmente preenchido com um vasto programa social que ia desde visitas guiadas à cidade; um passeio, com ou sem almoço, pelo nosso Rio Douro (ex-libris da Cidade Invicta) e ainda uma visita, também guiada, a uma das muitas Caves do Vinho do Porto. Aqui houve provas deste mundialmente famoso néctar dos deuses... (Soubemos que alguns/mas se sentiram postos à prova de resistência sobre as pernas já tocadas pelo traiçoeiro vinho fino...).

À noite, também para quem quis inscrever-se, houve um Jantar com Fados, numa das casas típicas da Ribeira Portuense. Talvez devido à chuva que, generosamente e àquela hora, quis receber os nossos visitantes, a procura triplicou. Resolvidos os embaraços inevitáveis, a alegria, a descontracção e o carácter folgazão dos nossos ilustres visitantes transformaram aquele jantar numa inolvidável festa de noite. Um enternecido Bem Haja a todos.

Foto: Maria Elisa Monteiro.

Domingo, 11.00h. No Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto. Um exemplar precioso da arquitectura ecléctica, típica da burguesia da segunda metade do século XIX. A monumentalidade da escadaria central que, já no interior, dá acesso ao Salão Nobre, logo cativou quantos ali entravam pela primeira vez. Um dado curioso: Dos 29 centros que prestam serviço noutras tantas cidades espanholas, mais de metade fez-se representar com um bom número de associados. Desde Valência (extremo Sul da Península) a Santiago (extremo Norte, na Galiza), desde Saragoza (estremo Este) até Badajoz / Cáceres ? Extremadura Espanhola, que confina com a nossa raia alentejana. Foi uma grande e muito apreciada prenda que o TE ? Portugal recebeu do seu irmão mais  velho o TE - Espanha.

Foto: Maria Elisa Monteiro.

A mesa da presidência, belamente engalanada, estava composta pelos cinco elementos que, pontualmente, representavam: A Câmara Municipal, a Diocese, o presidente do Centro TE de Badajoz (que monitorou todo o processo formativo deste novo centro, em Portugal), o presidente local e, finalmente, o presidente internacional. Cada um destes elementos e pela ordem apresentada pôde expressar o seu regozijo e o porquê da sua presença ali. O presidente local fez uma breve resenha do caminho já percorrido e desafiou a que todos tomássemos consciência da importância de todos esses que, não aparecendo, são os alicerces e os andaimes que dão suporte a toda a construção daquilo que, pouco a pouco, se vai vendo.

Foto: Maria Elisa Monteiro.Por último, falou o presidente internacional ? Jesus Madrid. Salientando a especificidade do TE como Agente de Ajuda, fez uma elucidativa análise deste ?homem em crise? tão característico da actualidade ? por falta de saúde emocional. O TE tem sobretudo uma missão / função profilática ? alertar e cuidar desta peste que está, subtilmente, a contaminar os menos vigilantes. Após a sua apaixonante exposição, procedeu ao corte da fita ? momento que assinalamos em foto bem expressiva. Era o culminar deste Acto Inaugural. Como que a dizer a todos ? presentes e/ou ausentes: - Desde agora, o Telefone da Esperança já toca em Portugal.

Foto: Maria Elisa Monteiro.

A sala levantou-se, aplaudiu e, muito naturalmente, sem encenação prévia, portugueses e espanhóis, balanceando de braços no ar, cantaram juntos Um Milhão de Amigos. Era a expressão viva do sonho TE ? ?... levar um canto amigo a qualquer amigo que precisar?... Este gesto como que exteriorizou o que cada um viveu, em grande silêncio de emaravilhamento, quase êxtase, enquanto ouvia a Pedra Filosofal (poema de António Gedeão) na voz inconfundível de Luís Góis: ?... O sonho é uma constante de vida... Sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança?...

Foto: Maria Elisa Monteiro.Como surpresa agradável que, novamente, criou na sala aquele silêncio que as almas grandes sabem saborear, um amigo do TE, de alto gabarito artístico ? o Gaspar ? brindou-nos com um solo de violino que arrancou de cada um presentes uma onda de aplausos que ecoa ainda nos nossos ouvidos.

Seguiu-se um saboroso almoço com Tripinhas à moda do Porto, regadas com vinhos cá da região. Claro que não era só Tripinhas... Há sempre o antes delas ... e o depois delas... Ninguém se fez rogado e os comentários que se ouviam eram dignos do acto. Não se via por ali nenhum arrependido de, vindos de tão longe, se ter deslocado até ao Porto.

À medida que se libertavam das Tripas e quejandos (coisas que sempre lhe fazem muito boa companhia), iam-se formando pequenos grupos de visita guiada até à Sede do TE. Logo no regresso, pudemos ainda assistir e participar numa animada Festa de Danças e Cantares. Foi uma prenda oferecida ao TE pela Academia de Danças e Cantares do Norte de Portugal.

O Porto soube receber aqueles que nos vieram dizer que o TE ? Portugal não está sozinho.

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